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    uma mata fechada, uma casa improvisada com galhos, corpos de crianças boiando sobre a lama densa, animais os circundam. O homem, encontra-as. Na primeira olhada entre as frestas das madeiras desitratadas acha uma menina de seis anos e um menino de oito, ambos com os braços multilados e as pernas intactas. A menina apresenta um olhar aberto, como se quisesse dizer que está viva sem pronunciar nenhuma palavra, somente um pedido de socorro em silêncio.
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    O homem se agacha, em frente as frestas de galhos de metros e meio de comprimento, tendo seus poucos centímentros de largura - cerca de dezesseis a dezoito cm - os corpos não se movem, nem tentam se mecher. Embora a garotinha ainda tente chamar por alguém, mantendo-se de olhos abertos, avermelhados e banhados por lágrimas. O homem nota a presença de um animal de porte médio, o rosnar o assusta e sentindo-se coagido, agarra um galho não-pontiagudo e coberto por uma camada espessa de fuligem, arremessa-o contra o olho do quadrupede. O animal se sai do cenário em prantos e em gritos enssudercedores. Quanto ao homem, o único meio de se provar algúem naquela situação é levando as duas crianças, o menino e a menina, para um local afastado.
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    O homem percorre dezenas e dezenas de metros, mas, seu corpo ainda se sente no ponto de partida, o inicial, uma das crianças se debate e uma densa camada de terra escorre pela narina e a boca vomita um punhado de água misturado com terra seca e com alguns pequenos pedaços de folhas. O cabelo loiro-claro do garoto refelte o sol que se (des)manisfesta do ambiente diurno e entrega o teatro ao noturno-soturno. O homem nota a insistência do garoto tentando sobreviver, entretanto, o menino alguns instantes posteriores para de respirar, e novamente sua pele se torna fria como a superfície da pele da garota.
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    um KM e meio percorrido, uma estrada seca com marcas de pegadas de alguém maior do que um metro e oitenta de altura (180 cm de altura). o homem observa por um instante com medo e, ao mesmo tempo, uma sensação ruim como se a pegada tentasse conversar com ele e chamá-lo para um diálogo íntimo para com o Homem, ético e moralista, que busca salvar a vida das duas crianças, o menino e a menina. Mas, a única mensagem que surge nos pensamentos do Homem é, "você não pode continuar".
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    a pegada permanece onde o Homem a encontra, no entanto, a mente D'ele a mantém viva em sua mente, pertubada e desanimada. A alguns metros da pegada uma das crianças, a menina, finalmente, acorda de um coma de dezenas de horas. O corpo dela se bate contra si mesmo e escapa das costas do homem - o que a manteve sobre as costas D'ele era um pedaço comprido de capim-de-seda que percorre as costas e o toráx do Homem - mas, não foi o suficiente para mantê-la a salva. O perigo noturno se manifesta e a fonte de luz natural, a Lua, se cobre com nuvens para distrair a visão maltratada do Homem, ético e moralista, que busca salvar duas vidas aparentemente inocente.
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    O homem percebe a troca de peso, primeiro dois e, em seguida, apenas um corpo se sustentando em suas costas. Ele tenta enxergar o que pode existir atrás dele, porém, se ele se distrair vai para de andar para FRENTE e seu sentido de direção vai se diluir no breu que consome a paisagem. Os pés do Homem apresentam sinais de cansaço, mas ele não tem opção e se desloca para o Além. E de súbito, um som de roncar vindo do garoto. O homem, em fim, se sente menos pesado, ainda assim, falta-lhe um corpo, uma vida, uma pessoa, uma pobre garota. Ele se senta no chão, respira fundo e pensa consigo mesmo, "se não retornar com vida serão três vidas a menos. Entre dois e nenhum, é preferível dois."
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    O homem após uma hora sem parar andando para a suposta FRENTE, no sentido Sul da Pegada-180, adormece sem perceber os olhos se fecharem. O escuro do ambiente se permite ser consumido com o da mente fértil do homem.

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